O Instituto Carrefour promove, entre os dias 4 de maio e 22 de junho o curso Do Realismo ao Surrealismo: a arte francesa moderna, que compõe um panorama da pintura francesa do século XIX até o começo do XX. Configurado em oito aulas, o curso, que será ministrado pelo Curador-Adjunto do MASP, Denis Molino, faz parte da programação do Carrefour para o Ano da França no Brasil.
No curso será discutido um leque amplo de temas. A tradição pictórica da Escola de Belas Artes até Ingres e o romantismo de Delacroix são o assunto da primeira aula; já a segunda, trata das transformações técnicas e das questões políticas do Realismo que proliferam em muita pintura posterior; a variedade de estilos e de procedimentos impressionistas compõe o tema da terceira aula; o Simbolismo, como recusa tanto do Impressionismo quanto da arte oficial acadêmica, fecha o primeiro mês de curso.
O mês de junho começa tratando de artistas impressionistas, com suas pesquisas voltadas para a cor simbólica e emocional como Van Gogh, interessadas na fusão da arte com a ciência como Seurat e Signac, e ainda dirigidas para o submundo parisiense como Toulouse-Lautrec.
As três aulas finais abordam movimentos da Vanguarda artística do século XX. Discute-se a obra cubista de Picasso e Braque que, fundindo Cézanne e escultura africana, revigora a arte européia; estuda-se ainda Matisse e os chamados “Fauves”, pois, em oposição à frieza analítica do Cubismo, propõem a autonomia da cor. O curso termina com o Surrealismo, possivelmente o último momento de euforia e delírio coletivo da modernidade em que participam elementos diversos como a psicanálise de Freud, a teoria de Marx, a poesia de Rimbaud e de Lautréamont.
PROGRAMA:
4 de maio: Duas balizas da arte francesa moderna: Delacroix e Ingres.
1. Referências em Rafael e Rubens; 2. Delacroix: gesto, cor e história; 3. Ingres: a escola da linha e a tradição pictórica construtiva de David.
11 de maio: Realismo: ruptura e pastiche.
1. Courbet: euforia e arte engajada; 2. Daumier: temática social; 3. A “Olympia” de Manet: sátira e atualização de Vênus.
18 de maio: Impressionismo: estilo e técnica.
1. Monet como mestre do Impressionismo. 2. Investigação da luz e da diluição da forma; 3. O decorativismo de Renoir. 4. Cézanne: a ossatura da pintura.
25 de maio: Simbolismo e arte sugestiva.
1. Seres fantásticos de Odilon Redon; 2. A revivescência da pintura mitológica em Gustave Moreau; 3. O grupo dos Nabis: Denis, Bonnard, etc.
1o de junho: Pós-impressionismo de Van Gogh a Toulouse-Lautrec.
1. Van Gogh em Paris; 2. Van Gogh e Gauguin em Arles; 3. Toulouse-Lautrec: figuração dos Cabarés. 4. O pontilhismo de Signac.
8 de junho: De Picasso a Braque: o bricabraque cubista.
1. Máscara africana e Cézanne; 2. Perspectivação cubista; 3. Análise e síntese da forma.
15 de junho: Matisse e as feras da cor.
1. Corpo, cor, espaço na obra de Matisse; 2. Derain e Vlaminck: paisagem fauvista.
22 de junho: Surrealismo: o sonho como fundamento da arte.
1. Surrealismo e Revolução; 2. Breton e Max Ernst; 3. o Surrealismo europeu: Miro, De Chirico, Dali.
Agenda:
Curso: Do Realismo ao Surrealismo: a arte francesa moderna
Local: Instituto Carrefour – Rua Paul Valéry, 255 – 2º Portaria (Granja Julieta)
Horário: 19h às 21h
Reservas e Inscrições pelos telefones 5180-4622 / 5180-4625 ou pelo e-mail: comunicação@carrefour.com
Entrada franca. Vagas limitadas
Sobre o Carrefour
Há 34 anos no Brasil, o Grupo Carrefour é reconhecido como empresa pioneira no mercado varejista do País. Hoje a rede conta com unidades em 17 Estados, atuando com diversos formatos de lojas e uma oferta de serviços que inclui postos de combustíveis, drogarias, serviços financeiros, turismo, entre outros. O grupo é líder de mercado no setor supermercadista, com 65 mil funcionários, sendo um dos maiores empregadores do mercado nacional. No mundo, o Grupo é o segundo maior varejista do mercado, presente em 30 países.
30.4.09
Instituto Carrefour promove curso de História da Arte
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Paulo R. Lisboa
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1:57 PM
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Exposição New York Hotel Story
Na Sé, fotografia da canadense Nathalie Daoust conta história de hotel que virou mito em Nova Iorque
O Hotel Carlton Arms é uma instituição cultural conhecida internacionalmente por seus quartos artísticos temáticos. Imagens desta lenda nova-iorquina estão na exposição documental “A New York Hotel Story”, da fotógrafa canadense Nathalie Daoust, que a CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111) promoverá, de 09 de maio a 21 de junho. A entrada é franca.
A mostra, com curadoria de João Kulcsár, tem apoio do Consulado Geral do Canadá em São Paulo e é composta por 17 fotografias coloridas. As imagens já foram exibidas em cidades como Berlin, Barcelona, Paris, Bruges (Bélgica), Basel (Suíça), Santiago (Chile) e na própria Nova Iorque, entre outras. A história do hotel foi publicada em livro e é um trabalho intenso e original, exibido e reconhecido em mais de 12 países. Agora, será a vez do público de São Paulo de “conviver” com o local e seus personagens estranhos, porém, deliciosos.
A relação de Daoust com o Carlton Arms teve início em 1997, quando a fotógrafa foi convidada para criar um quarto temático no local. Mesmo após ter concluído o trabalho, Nathalie permaneceu ali por uns dois anos, movendo-se de quarto para quarto, imergindo completamente no tema de cada um, explorando o universo de cada artista que os criou e comunicando então seus sentimentos com a fotografia.
A leveza e o intimismo, misturados a uma forte dose de non-sense e revelados no instigante trabalho fotográfico Hotel Story, dão a sensação de um instante ocorrido em algum ambiente de teatro, compara o curador João Kulcsár. “Não no decorrer de alguma das suas cenas de apresentação no palco e sim em um daqueles momentos de descontração, de descanso entre um ato e outro nos bastidores.”
Kulcsár ressalta que suas fotografias, de uma forma ou de outra, evidenciam mais o aspecto do sentir, do que o de ser. Ou seja, em algumas imagens ela retrata mais o estado de espírito, o humor de uma modelo ou atriz e não o que ela é ou representa. Noutras, realiza fotografias nas quais se que se vislumbra apenas uma quieta atmosfera de um quarto sem pessoas, em que fica em destaque somente o aspecto sentimental de um ambiente vazio. “Decididamente, suas imagens assemelham-se mais a retratos do íntimo, como se fossem imagens de um pensamento passageiro, ou de um desejo, ou de uma tristeza, de uma alegria, enfim, a plasticidade de um momento íntimo, sentimental”, completa.
A exposição “A New York Hotel Story” ficará em cartaz na CAIXA Cultural (Praça da Sé, 111) de 09 de maio a 21 de junho. O horário de visitação é de terça a domingo, das 9h às 21h. A entrada é franca. Mais informações podem ser obtidas pelo público através do telefone (11) 3321-4400 ou no site www.caixa.gov.br/caixacultural.
Para saber mais sobre a fotógrafa Nathalie Daoust, visite os sites www.daoustnathalie.com e www.newyorkhotelstory.com.
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Paulo R. Lisboa
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10:25 AM
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